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Thomar, centro espiritual dos Templários

10 de Fevereiro de 2011


Têm-nos pedido com insistência para falarmos aqui sobre Tomar. Não queríamos fazê-lo por agora, mas insistiram. Em alguns dos pedidos, pareceu-nos ver uma ponta de ironia e provocação. Criaremos, a seu tempo, uma etiqueta-tópico sobre Thomar. Actualmente, Tomar é, para muitos, puro folclore esotérico. Entretenimento de fim-de-semana. Miragem de tesouros escondidos em passagens secretas. Vã ilusão. Para outros, é forte sentimento nostálgico. Local de profunda reflexão e sentido respeito pela memória dos Templários. Recordação dilacerante de uma época dourada. 

Thomar... 

Para nós, Templários Portugueses, Thomar é: (parafraseando Salahadin quando, após a tomada de Jerusalém, lhe perguntaram o que a cidade significava para ele) "Nada... e tudo!" É o velho castelo e a 'charola', reconstruídos pelos Templários; com as suas reminiscências das épocas romana e godo-árabe. É a igreja de Santa Maria do castelo. É a Fonte das Bétulas, prenhes de sâmaras, junto da vetusta calçada árabe. É a veneranda Santa Maria do Olival ...É tudo! É o novo convento henriquino, manuelino, joanino, tristemente antonino. São as demolições, os entulhamentos, as deformações, a destruição. São os embelezamentos de um falso esotérico que substituíu o genuíno simbolismo Templário. ...É nada! É Thomar, dos nossos irmãos monges-guerreiros que veneraram Santa Maria. É o Thomar do saudoso mestre Gualdim e da sagrada milícia do Templo. É o Thomar do conhecimento, do centro espiritual da Ordem. ...É tudo! É a Tomar moderna, incaracterística, ignorada. A Tomar do mármore, do inox, do betão, do plástico. É a Tomar dos falsos zeladores de património, dos pseudo-guardiões, dos neo-templários de fim-de-semana que trazem a cruz do Templo à mistura com esquadros e compassos, numa relação desconexa, historicamente fraudulenta. ...É nada! Thomar é, para o Templário Português, a relação amor-ódio, proximidade-distância, atracção-repulsa, saudade-abandono. 

O profano e o Sagrado. É nada ...e é tudo!

Fonte de S. Lourenço

8 de Julho de 2011


Num dos salões do espólio da Ordem existe uma vitrina com o número 408. Ao contemplar o seu conteúdo, decidimos: - Se vamos criar um tópico sobre Thomar, comecemos por aqui... 

Mestre Domingos foi um dos mais activos e bem sucedidos investigadores da Ordem. O êxito do seu trabalho imprimiu-lhe um carisma difícil de ultrapassar até hoje. Toda a sua vida foi dedicada a procurar e a recolher documentos e artefactos Templários dos quais se tornou incansável estudioso e também feroz guardião. Escreveu minuciosos relatórios sobre os resultados alcançados e manteve todos os artefactos identificados e catalogados. Lavrados pelo seu próprio punho, seguem-se excertos da descrição de uma das suas descobertas: 

Relatório nº 408/29 

- ... conheci D. Antonio (...) em Lisboa na Primavera de 27 (1927). Encontrámo-nos por acaso na Igreja de Santa Luzia. Elle estava de vizita ao Castello e eu aos túmulos dos Mestres da dita Igreja que dizem Malteza e se encontra em estado de abandono. Nessa data reparámos ter ambos o mesmo interesse pella Historia e suas antiguidades. Com elle vinha o seu filho Francisco, hum rapaz enfezado e com problemas graves no apparelho respiratorio e digestivo. Aconselhei-o a levar o petiz a huma localidade costeira a norte de Cintra, afamada neste tipo de curas devido ao iodo das suas praias e às ágoas medicinais de huma das suas fontes. Terra alva de onde sou natural e que se chama Ericeyra. D. Antonio he hum cavalheiro de trato fino e agradavel. Homem simples, grande fazendeiro nos campos de Santarem. Iniciámos troca de correspondencia e no anno seguinte recebi a alegre notícia das grandes melhoras do seu filho Francisco. 

Nessa missiva incluía hum convite para que o visitasse na sua herdade de Almeirim, onde se encontrava na altura, acrescentando de forma enigmática que tinha 'algo' para mim. D. Antonio acolheu-me com todas as honras e mordomias e mostrou-me algo que me deixou pregado ao chaõ; huma pedra com incripçaõ em latim e hum manuscripto datado de 1611 que indicava a sua proveniencia e que dizia: 

" ... após a entrega do carregamento de vinho em Coimbra regressámos a Santarem. Ao passarmos novamente por Thomar parámos na fonte de Saõ Lourenço, junto da Ermida, para descansar os animais e reabastecer de agoa. Reparámos que huma das pedras no chaõ da fonte tinha huma inscripção dos antigos latinos e carregámo-la numa das carroças." 

Quiz adquiri-la a D. Antonio mas este, sabendo do valor que para mim representava, já havia decidido ofertar-ma em agradecimento pellas melhoras de Francisco. Pedi-lhe entaõ mais hum favor; que me autorizasse a fazer cópia do manuscripto, mas este fez questaõ de tambem mo offerecer dizendo que nunca separaria um do outro. Ambos trouxe comigo, documentei e arquivei com a nota que se segue: 

- Pedra proveniente de Thomar, recolhida na fonte de S. Lourenço. Calcária com huma inscripção: FLUMEN.NABIA 

Nada menos que a prova da mais antiga mençaõ que se conhece ao nome do rio que banha aquella cidade Templaria." 

fr. Domingos B.    
10 de Março de 1929 

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Tornaremos a falar de Nabia. 
Em 2008 voltámos à fonte de S. Lourenço para um novo registo fotográfico. Desta vez sob uma nova perspectiva. Sabíamos, por estudos recentes, que esta foi feita com materiais trazidos das ruínas da cidade romana de Nabância. Sabemos igualmente que de início foi chamada 'Fonte de D. Nuno' e que pouco havia sido modificada para além da colocação da placa de 1746, aquando da reforma da ermida de S. Lourenço. ... ainda lhe falta a 'pedra do meio'.

Morte branca

13 de Julho de 2011


13 de Julho de 1190. Castelo de Thomar. 

A notícia da mortal vaga muçulmana era conhecida há vários dias. Agora a maré verde e negra tinha chegado. A razia só parara, junto ao poderoso alambor da fortaleza Templária. Perante a enorme diferença numérica todos davam como inevitável a destruição de Thomar. 

"Nem todo o nosso valor guerreiro chegaria para travar os constantes assaltos à porta sul do castelo. Os assaltantes morriam às centenas sob os golpes certeiros dos cavaleiros do Templo. Mas os nossos também iam sucumbindo. E éramos tão poucos..." 

Mestre Gualdim Pais tomou então a decisão que pensara nunca vir a tomar. Era isso ou perecer. Os poços de água que se encontravam na vertente sul do monte já haviam sido usados pelos árabes nos primeiros dias sem problemas. Bebiam a água à confiança. O que não sabiam é que dentro do castelo, perto do Oratório havia uma fonte que se infiltrava numa corrente subterrânea e que por sua vez alimentava esses poços. 

"E os Mestres boticários fabricaram a temível "Candida Puella" a que chamavam a 'morte branca'. E o exterior do castelo de Thomar tornou-se um vasto campo de agonia e morte..." 

"vitulum binarium"

No reino dos boçais

23 de Agosto de 2011


Quando o pelouro da cultura é governado por incultos… 

Convento de Cristo – Tomar 

Os Templários Portugueses tentam dar, neste blog, uma imagem de respeito, paz e tolerância. O Templário é capaz do gesto humano mais magnânimo para com o seu semelhante. No entanto, como é da sua natureza, o Templário é antes do mais, um guerreiro. A determinada altura da nossa vida, colocamos um joelho no chão para nos tocarem no ombro, ao de leve com a espada cerimonial, enquanto proclamam: 

" - ... eu te faço Cavaleiro Templário, agora, e para sempre!". 

De seguida dão-nos a "pescoçada", o equivalente ao velho "bofetão", e afirmam-nos: 

" - Que esta seja a última ofensa que toleras, vinda de outro homem, sem que seja feita a justiça do teu braço!". 

Depois mandam-nos levantar, já Cavaleiros do Templo. Ninguém faz ideia da carga emocional que comporta este momento e do que ele representa para um Templário. 

As fotos publicadas neste artigo representam uma enorme ofensa aos Templários. Uma ofensa grave! Justifica o que escrevemos atrás, noutro artigo, em que dizemos que a nossa relação com Thomar é uma relação amor-ódio. Amor pelo património, que é nosso. Amor pela memória dos nossos antepassados e pela herança que nos deixaram. Herança que temos o dever de honrar e proteger. 

E repulsa, indignação pelos constantes ataques de que esse mesmo património que, repito, é Templário e é nosso, tem sofrido às mãos daqueles que, supostamente, também o deveriam respeitar e proteger. 

Parte do alambor da velha muralha do castelo foi destruído, vítima de puro vandalismo institucional. Uma vez mais profanaram as velhas pedras Templárias. 

Não trataremos os responsáveis por 'senhores', porque o não são. Os Templários não tratam por senhores os imbecis. Muito menos os boçais deste reino. Há gente que não merece pisar o chão sagrado de Thomar.

Este foi mais um "bofetão". Mas desenganem-se aqueles que esperam que dêmos "a outra face". Um Templário nunca dá a outra face; desembainha a espada e clama justiça! A mesma justiça que o Mestre de Molay reclamou e que se abateu sobre os seus carrascos. E todos sabemos que foi tudo menos divina... 

Não confundam benevolência com fraqueza! 

Parte do troço do alambor que destruíram 


Toda esta secção do alambor desapareceu... 

... para dar lugar a uma muralha de betão! 
Pormenor da destruição.

A ditadura do betão. Atentado ao património de todos nós, 
executado pela instituição que o deveria preservar. 

De tudo o que se escreve, de tudo o que se lê sobre os Templários nossos antepassados, a única memória real, palpável, que vos chegou desses dias longínquos e que podeis hoje olhar e tocar com as vossas mãos, são estas velhas pedras... 



Estas muralhas e respectivo alambor
SÃO PATRIMÓNIO MUNDIAL !

Outros Reinos

29 de Dezembro de 2011


Santa Maria dos Olivais ou Santa Maria do Selho (sinónimo de 'tanque' escavado na rocha ou "baptistério"), foi o Panteão dos Mestres Templários. Foi, não. Continua a ser.

Apesar dos túmulos dos Mestres terem sido profanados e mandados destruir pela sanha inquisidora do pérfido padre António de Lisboa, para nós eles continuam lá. Porque o que destruíram foi apenas pedra. Porque não puderam tocar na Memória.

No final deste ano de 2011, estamos presentes em Santa Maria, renovando nossos votos de fidelidade. Inclinamo-nos perante vós queridos Mestres e perante os vossos túmulos invisíveis. Porque o nosso e vosso Reino não é só deste mundo... 

Os Templários Portugueses desejam a todos
um bom Ano de 2012

Enigmas de Pedra

9 de Julho de 2012


Por vezes temos aberto os nossos arquivos para revelar neste espaço informação reservada cujo conteúdo poderá esclarecer alguns dos enigmas sobre vestígios Templários em Portugal. São dados que escolhemos com cuidado e publicamos de uma forma um pouco codificada e notoriamente incompleta. Por um lado, procuramos "obrigar" os nossos leitores a decifrá-los. Por outro, tentamos precaver-nos daqueles que dizem não acreditar em nós mas que depois usam o que escrevemos como sendo da sua autoria. No entanto faltar-lhes-á sempre a "chave". O que aqui vamos revelar tem a ver com algo que insistentemente nos têm questionado e que se prende com um enigma de Tomar; a pedra que se encontra na base da torre sineira da igreja de S. João Baptista. 

A igreja de S. João Baptista de Tomar. 
A seta vermelha indica a "pedra dos leões" 


Representação da Árvore da Vida 
(Uma velha fábula oriental) 

Trata-se de parte do tímpano do portal da desaparecida igreja de Santa Maria do castelo Templário de Tomar que ficava situada intra-muros junto à Porta do Sol. Esta pedra teve um percurso bastante acidentado desde que a referida igreja foi mandada desmantelar pela primeira vez (sofreu mais de uma destruição), ficando esquecida na sua cripta. Mais tarde foi colocada no tímpano da porta frontal da primitiva igreja de S. João Baptista, tendo depois aparecido na estranha posição que ocupa actualmente. A história de parte desse percurso encontra-se vertida no extraordinário relato de um mestre de obras quinhentista que salvou este testemunho de ser destruído e de ter assim desaparecido para sempre. 

Contido no vasto volume que trata das obras executadas no património Templário ao longo da História, encontra-se o processo de um Mestre Pedro que esteve envolvido nas obras manuelinas que desfiguraram a primitiva "charola" e de que resultou o desmantelamento do antigo templo dedicado a S. João Baptista para ser construído o actual. Em tom de revolta e alguns laivos de conspiração ele nos descreve: 

"...Triste sina a que condena hoje estas velhas pedras... muito mais triste desde que trouxeram o maldito Prior [...?!] para estas paragens Templárias... tudo tem destruído o raivoso!" 

"...tenho ordens para retirar a pedra dos leões e lançá-la em pedaços no entulho do novo piso da base da torre da igreja. Que falta de respeito pela Ordem do Templo!". 

"...correndo imensos riscos emparedámos esta noite a laje Templária sob grosso reboco na base da torre do lado de fora... rogo a Deus que assim permaneça oculta e se salve no futuro..." 

"...os demais ornamentos foram mandados lançar nas obras das muralhas do castelo...." 

...e assim ficou até ter sido destapada numa das primeiras obras de restauro, mal documentada por a sua origem e significado não terem sido compreendidos na altura. Este Mestre Pedro faz-nos depois a descrição pormenorizada da igreja de S. João Baptista e da de Santa Maria do Olival na sua traça primitiva. No seu relato confirma-se que ambas estavam afastadas das suas torres. 

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Temos referências que nos dizem que esta pedra veio de Jerusalém trazida pelo Mestre Gualdim Pais. Faria parte de uma das portas da cidade que fora destruída na tomada definitiva de Jerusalém por Ṣalāḥ ad-Dīn Yūsuf ibn Ayyūb conhecido no mundo cristão por Saladino e estaria numa cave abandonada. 
 

 
Podemos, como exemplo, ver como seria o aspecto do conjunto por comparação com a imagem seguinte. Os mais atentos notarão algo de familiar na verga onde assenta o tímpano...

Origem do nome Tomar

5 de Novembro de 2012


No velho território de Scalabis, os romanos fizeram florescer nas margens do FLUMEN NABIA, a cidade luso-romana de Nabância. 

Muitos séculos depois, os árabes iriam rebaptizar o rio que daria depois ainda o seu nome à actual Tomar. Por duas vezes e em épocas distintas, o mesmo rio, iria emprestar o seu nome à Cidade. Neste lugar e por volta de 1143 dá-se uma radical mudança política e militar quando os árabes almóadas tomam o governo aos almorávidas. A população, no entanto, mantêm-se maioritariamente moçárabe. Nos nossos arquivos, uma crónica beneditina, refere o ano de 1145 e relata-nos o que a seguir transcrevemos: 

"... estes dois lugares coexistiam pacificamente; um do lado da colina, habitado pelos árabes almóadas, novos senhores da terra e do castelo de Moçadar e outro do lado oposto do rio onde a nossa sagrada Ordem possuía o mosteiro de S. Bento de Cellas..." 

Em homenagem a Ibn-Tumart, fundador do seu movimento, os almóadas passam a chamar rio Tumart ao Nábia. Em documentos de origem árabe encontramos a seguinte descrição:

"... no interior da al-qashbah (a Alcáçova) de Moçab-d'har (terra de moçárabes), no ponto mais elevado, há uma antiga e forte torre de atalaia que pela sua grande dimensão é usada pelo chefe militar como aposento particular. Em frente, e numa menor elevação, está a masjid-d'ahriad (templo circular), onde nós, os adeptos (os muridin), nos prostramos perante Allah, o misericordioso... nas ruínas da abandonada cidade dos romi , há um mosteiro do santo cristão Benedito, cujos religiosos convivem em paz connosco... divide-nos o rio Túmart." 

Sabemos pelos nossos registos, que ambos os lugares estavam abandonados já no ano de 1146, um ano antes da tomada de Santarém. Suspeitamos que, numa estratégia militar bem concebida, os muridin inutilizando o alcácer de Moçabd'har simularam sofrer um ataque cristão, criando o pretesto para se recolherem em Santarém onde, em pouco menos de um ano, iriam colaborar com as forças portuguesas na tomada da praça forte. 

Sabemos que os beneditinos que ocupavam a margem contrária do rio Tumart (curiosamente o T final não se pronuncia) se retiraram para norte, para a região de Braga. Certamente para evitarem ficar entre o "fogo cruzado" das movimentações militares que se seguiram. 

14 anos mais tarde, em 1159, a região de Ceras (Cellas ou Sellum) é doada à Ordem do Templo. O Mestre dos Templários Portugueses, D. Gualdim Pais, encontra o alcácer e a 'rotunda' árabe semi-derrubados e "cobertos de mato", iniciando de imediato a sua recuperação. Do nome do rio deram mais tarde o nome à povoação e ao castelo. De Tumart evoluiria para Tomar. Ao rio, devolveram o nome da velha Nábia lusitana. Tornou-se com o tempo, o rio Nabäo. O rio que banha actualmente a cidade Templária de Tomar.

Dois anos depois...

15 de Março de 2013



Conforme aqui publicámos há dois anos atrás, parte do alambor do século XII do castelo Templário de Tomar foi destruído na sequência das obras de "requalificação" da envolvente do castelo Templário e do convento de Cristo. Um puro acto de vandalismo institucional perpetrado por imbecis que se vendem por trinta dinheiros. Os mesmos que tinham como dever proteger o património mas que o traíram, destruíram, lucraram com isso e depois abandonaram. 

Poucos foram os que se indignaram e/ou denunciaram o crime. A maioria preferiu assobiar para o lado. Típico...
 
O mal está feito. Há que o reparar. 

Dizem que o convento de Cristo é património da humanidade desde 1983. Onde estava a "humanidade" quando foi cometido o crime contra o património? O que fizeram o IGESPAR e a UNESCO para o impedir? Nada! Pelo contrário, deram o seu aval ao atentado e todos ficaram impunes até hoje. Ninguém assumiu responsabilidades. Uma conduta desonrosa que vai contra os valores que defendemos. 

Dois anos depois, tudo está na mesma. 
Os Templários Portugueses aguardam que o seu património histórico seja reparado, nos moldes em que se encontrava antes das obras que o destruíram. Toda a envolvente do castelo e do convento deve ser preservada respeitando a arquitetura original e o ambiente histórico em que se insere. O modernismo nestes contextos é contra-natura. É mais uma aberração.
 
Que prevaleça o bom senso e o respeito pela nossa memória. É tudo o que pedimos.

Máscaras

21 de Março de 2013


"Só os humildes alcançam a verdade, 
usando com rectidão o caminho. 
A demanda não tolera a mentira. 
Não suporta a falsidade." 

A cidade de Tomar é palco, por estes dias, de mais uma reunião internacional de organizações neo-templárias. Mais uma... Representantes de quarenta países (dizem) procuram estabelecer no convento de Cristo a sua sede mundial.

A associação, o convívio, para além de salutar é um direito de todos. 
Criar uma Ordem, proceder a "investiduras" ou "armações", desfiles públicos e jantares de gala é, hoje em dia e para uma certa "elite", considerado normal, diríamos até corriqueiro e nada tem de errado. Errado é fazê-lo auto-intitulando-se de Templários. 
Porque nada têm de Templários. Nem se comportam como tal. 
É errado fazerem-se passar por verdadeiros Cavaleiros do Templo. É desonesto. E a honestidade é e sempre foi um dos atributos do Templário.
 
Honestidade, humildade e discrição!

Dizendo-se vós buscadores da verdade, atentem no seguinte: Se querem eleger uma sede mundial para o vosso pseudo-templarismo, façam-no em Paris, Nova Iorque, Tóquio ou em qualquer outro lugar do mundo. Não aqui. 

Thomar foi, é e sempre será 
a Sede Espiritual dos Templários Portugueses.

Outra vez?

6 de Junho de 2017

Depois da destruição de parte do alambor do castelo, acaba de ser tornado público mais um grave atentado ao património Templário em Tomar. Foi grave, muito grave o que se passou. Esperamos que os responsáveis por mais este acto de selvajeria "cultural" sejam identificados e punidos exemplarmente. 

Claustro da Hospedaria do Convento de Cristo 

A profanação de um lugar sagrado, através um ritual satânico (não temos outra forma de o definir) de imolação pelo fogo, da imagem Templária de Santa Maria, configura um grave crime de lesa património. E uma afronta que não esqueceremos.

Perpetrado por autênticos vândalos, este acto bizarro foi consumado numa enorme fogueira alimentada por mais de quarenta botijas de gás propano industrial no centro do claustro. Deste espectáculo grotesco e inexplicável resultaram árvores cortadas, floreiras arrancadas, pedras e telhas partidas, rebocos estalados devido à elevada temperatura a que estiveram expostos, pisos danificados pela maquinaria ...

 Estes cenários têm sido recorrentes e nos quais têm participado, de forma clara ou encapotada, os tão mediáticos “amigos” de Tomar e/ou os famosos “Guardiões” do património Templário, a par das seitas neo-templárias que só existem para, à sombra da memória da Ordem do Templo, terem o seu momento de fama e com ela ganharem dinheiro. Gente mesquinha e medíocre... 



Não voltaremos a dizer que o convento de Cristo é património mundial classificado pela Unesco porque nem a Unesco nem o mundo quer saber dos atentados ao nosso património. Diríamos mais: nem os portugueses querem já saber da memória que lhes deixámos, tendo em conta o silêncio cúmplice da maioria dos que se dizem Templários. Sabe-se que muitos participaram como figurantes desta farsa. E tudo por ânsia de protagonismo e dinheiro. O vil metal que todos corrompe.


42 bilhas de gás estiveram aqui armazenadas e foram utilizadas na alimentação da fogueira. Teria bastado o rebentamento de uma delas para que, explodindo as restantes, grande parte do convento e a Charola Templária tivessem sido reduzidos as escombros. 



Cada vez nos sentimos mais isolados. Mais esquecidos.
Os traidores demonstram mais uma vez serem amigos dos nossos inimigos. Do nosso legado.
Sendo assim, nossos inimigos são.

Que não mais evoquem o nome do Templo os que em nome dele tiram proveito, nada fazendo para o proteger e tudo fazendo para o destruir.





As altas temperaturas a que as velhas pedras estiveram expostas fizeram estalar muitas delas. Outras foram quebradas pelo manuseamento de máquinas e andaimes. Há registo de telhas partidas por terem andado em cima de telhados e beirais.







Incompreensível. Inaceitável esta onda de vandalismo. 
 
Será, Mestre, que teremos de voltar a executar a maldição das tuas últimas palavras? Outra vez?