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A estratégia : um enigma

16 de Setembro de 2009 



O exército real inclui sempre uma ala Templária. 
É constituída por cinco Mestres e vinte e um cavaleiros. 
Dispõem-se em linha, em três grupos de seis, designando o sétimo de cada grupo como observador. 
O Mestre que se encontra mais perto da extrema do exército, assume o comando.  Tomam posições de combate ao meio-dia. 

Mestre Arnaldo, ao lado dos outros Mestres, faz investir os cavaleiros uma vez. 
Mestre Ernesto adianta-se um passo aos companheiros e provoca uma dupla investida. 
Mestre Ismael avança dois passos e faz investir a ala três vezes. 
Mestre Orlando dá três passos em frente e ordena aos cavaleiros que invistam quatro vezes. 
E finalmente, Mestre Urbano adianta-se quatro passos em relação aos outros Mestres e faz os seus cavaleiros investirem por cinco vezes. 
Mantêm-se estáticos os observadores. 

Em função desta estratégia, organiza-se o exército e trava-se a batalha. 
Dura a peleja até à meia-noite. 
Para poder voltar a ver a luz do dia, precisam reverter toda a estratégia. 
E todo o exército se reorganiza.

A Ordem

17 de Setembro de 2009



E Utgip qevfia ge qifivvogegi gi tifajitet e gobqogegi capeqe gu quvvu juzu i tilut e vae zitgegi covxutofe, jtuheqegev givgi ev oqzevuiv guv détdetuv tupequv, zovobuguv i étediv. 

Ao dopvsásio fajuimo jue ot auvoset sonapot feizasan etdsivo, ot Mutivapot pao vipban una semihiao; vipban una gimotogia fe xifa apdetvsam e basnopiota. 

Pao vipban feutet; vipban besoit a juen mouxaxan e setqeivaxan a nenosia. 

Uzruz alsozexuz rxeituxoj hej uquz, moxo oquj bu ijo cexjo bu desuxlox alpizro, ij joq niu zu ogorui zegxu ez uzmaxarez qasxuz; o xuqadaoe. 

Ape hutfe peníhofe e lai qeu vi fuqvibaoe hesit htiqxi vip jitifit. 

U dip xizi gi vi peqxit ufanxu i qevfia e Utgip. 

E quvve naxe í fuqxte e oqmavxofe guv jugituvuv i u fuqxtunu gev piqxiv.

Labirinto críptico

24 de Setembro de 2009 





...dos tesouros guardados, eu sei, 
seus segredos desvendei. 


Esta viagem pelo fim comecei 
A meio do caminho, regressei 
A meio do regresso, descansei 
Porém, a viagem não terminei 
Mais cinco pequenos passos dei 
Em todos eles, dois a dois recuei 
Ao início, por fim cheguei 
E assim, o caminho encontrei

Mosteiro do Corvo

29 de Setembro de 2009




Oju muniulo hejilabobu bu olradez hxazrõez cilbei le mxejelréxae zohxe e jezruaxe be hexse. 

Qasa ifepvigidas o modam utasan un qejepo gepónepo jue tó é xitíxem en fevesnipafat disduptâpiat. 

Lij muniule qolhfõe omoxuhu ijo hxiv zegxu ij dqege, ij zájgeqe hxazrõe. 

Ap juafu jete u oqxitout, qev fuutgiqegev 59 2475 10Q 0 7022 51W, iqfuqxteq vi uv tivxuv gu puvxiotu uqgi eoqge tijuavep ev timólaoev gi v zofiqxi.

O segredo de S. Vicente

14 de Outubro de 2009 



Poimfu F Idumru I bumparvuo Karcui iur nuosur poar fis on bomhu fe nakijse bsarviu i erri bumparvi. 
Ricemfu poe ewarvai mu rofuerve fi qemamroki oni bunomafife fe qsuvu-bsarviur poe joisfitin u busqu ambussoqvu fe R Tabemve emtauo oni fekejibiu qisi poe u vsuowerren qisi i bafife seben bumparvifi. 
Fi qsaneasi tey i qsevemriu fu sea dua seborifi. Erve poe miu qsebaritin fe tukvis re miu khe vsuowerren ir sekapoair. 
Fay i harvusai poe u busqu dua vsiyafu qisi Karcui moni cisbi renqse ibunqimhifi qus fuar bustur. 
I tesfide é poe u busqu poe vsuowesin dua sebukhafu fu benavesau fu nurveasu fu Bustu, qesvu fe Rijser e qesvembai i an fur dsifer ika emvessifur. 
Ir sekapair fu rimvu bumvamoin mu kubik, mute rébokur iqúr erve ibumvebanemvu.

Noval fratrer

16 de Agosto de 2010


"Na Cripta da Casa do Capítulo, guardas e aguardas, como que velas a, e na, porta de acesso. 
Passam por ti os cinco Cavaleiros Príncipes. Os Guardiães que cederão um dia o lugar ao grã-Mestre. 
A sua missão: Preservar os pertences e as memórias da Ordem. 
Cada um toma o seu lugar, de frente para o altar da Cripta, dispostos em leque. 
À esquerda, o Principalis de Itália, portando a Espada da Iniciação; ao seu lado, o Principalis de França, portador do Cálice da Continuação; ao centro, o Principalis de Jerusalém, guardião do Ceptro da Regência; à sua direita, o Principalis de Espanha, portador do Pergaminho da Confirmação; no extremo direito, o Principalis de Portugal, portador da Rosa de Luz... 

Dão início ao ritual.     (o seu conteúdo não será aqui revelado)
Faz-se a evocação. Três falcões peregrinos, alvos como a neve sobrevoam por momentos os presentes e pousam no Altar-Túmulo da Cripta. 
Segundo a tradição, na luz reflectida das aves, vizualizam-se os três Mestres: HP ao centro, GP à sua esquerda e JM à sua direita. O início, o percurso e o fim da primeira era da Ordem. 
Os Guardiães depositam aos pés dos Mestres as cinco Relíquias Sagradas e renovam os votos de fidelidade. 

Os Oito olham a entrada do Templo e aguardam a Pergunta..." 

__________________________ 
(Resumo do ritual de iniciação ad perpectuum do Noval Fratrer na Ordem do Templo, onde se deixa aqui lançado como um desafio, a "Pergunta". 
Este texto foi devidamente autorizado pelo Principalis de Portugal da Ordem)

a:pergunta

22 de Agosto de 2010


                                    - Niuj ú e lele Hosoquaxe ? 

                                      Etva é a qeshupva.

                                    - Efitfe:xi.
                                      Úz ri e lele Hosoquaxe !
                                      Ze o zahax ax meo ruovoq holaux ho zu.
                                      Lai qaqfe vi laidti e futtiqxi ! 

                                      Zip tifidit u peqxu i e ivjege, Noval Fratrer !

O Amuleto-Chave

8 de Outubro de 2010


Os Templários prestavam um serviço aos peregrinos que se deslocavam aos lugares santos e que receavam transportar consigo os seus valores, necessários para custear a viagem e a estadia nesses lugares. Os Cavaleiros do Templo registavam e guardavam esses valores no local de partida e, mediante um comprovativo, restituíam o equivalente no destino ao seu legítimo dono, cobrando uma pequena quantia pelo serviço prestado. Os interessados podiam assim viajar sem o receio de se verem despojados dos seus valores e até mesmo das suas vidas, pois não havia nada para roubar durante a viagem. Os assaltos também eram minimizados devido à protecção fornecida pelos Templários. Para além disso, os assaltantes tinham em conta que um documento codificado não lhes servia para nada e que um amuleto era algo que protegia apenas o seu dono. Por isso, mesmo que o assalto se concretizasse, geralmente não lhe tocavam pois era comum na época a superstição de que isso lhes trazia azar. O comprovativo dos valores depositados nos cofres do Templo, era lavrado num documento cifrado em código e acompanhado por uma "chave" para a sua descodificação. Ambos ficavam na posse do peregrino que os transportava sempre consigo até ao destino. A chave era chamada de "Amuleto" e era gravada numa pequena medalha de pedra, colocada num fio e transportada geralmente ao pescoço. Este "Amuleto" continha símbolos identificativos e letras que eram a "Chave" para a descodificação do documento. 

A esta chave davam também o nome de "Rosa de Luz".

Encontrámo-la

9 de Agosto de 2011


Ja lomeoja pazo ho ropdix oxlihix oxziri i Govuqajuip ha Qoxzvo Ceiphuq. 

Tacia : not jue ema ezitvisa. 
Jtufatepa : ne gateqxi bitefuiv. 
Epdopvsano : ma gipamnepve. 

Rosa de Luz             
Para vosso conhecimento, Irmãos

O:nono:Mestre

9 de Maio de 2012


U ququ Piwvri i ekiqew ap Piwvri. Ap guw uovu Baergouiw. 
Pa Tefe fot Wenqmariot Qorwuhuetet dafa un fot oiwo Netwret huarfa pa tua danara qettoam una arda temafa. 
Tewe femat etwao xaziat. 
E uoveye fuqvip elaonu lai iwve e baerge gu ququ Piwvri i lai hez gini u Piwvri Kropfokeni. 
Xe uqu xogu niu u e lele Diorbaoe merniu qfe cea yrolxkayabe muqe olyuraer. 
Ap goe vepdip ini ore iwfuncir iqvri uw uavruw wivi, elaini lai u ore wafigir. 
Luxxo oqyiro, u xuk o mruxulho bex eiyrex, aro niugror yebex ex xuqex box orhox u yrolxcuraro moro iko buqox e xui qudobe. 
Gikuow wine:new:e e vugew quyepiqvi. 
Dbanara a qarwe wofot ot ouwrot Netwret e tehrefar:mbet:a kue a wrapnittao goi egedwuafa. 
To un femet tacera kue goi o etdombifo e kue a tua arda pao etwa xazia. 
Etwa qrexitwo un nedapitno fe redurto qara o dato fo Qripdiqame pao qofer gazer a wraptnittao en xifa. 
O yrolkaxxoe xuro cuayo oyrotux buxxu baye kuholaxke.

Presenças:ocultas

26 de Setembro de 2012


E weq:bai fa het:wa mu:ta í e har:hi:qe tur:ku:qfe. 
Ex nio:yre ux:hi:bex grol:hex at gor:dat lai kru:vi:bip. 
A broz qu:we:a a a:qi:xoe lai ex o:dum:wa. 

( hebade 1 )

A "caixa de pedra" de S. Julião

2 de Abril de 2014


"E com o Sal das tuas Lágrimas selo estas Caixas de Pedra" 


Hekuh,ei mer xur urkayurae. 
Huo e neke via endirbai. 
Poa yao soloki ukharfio. 


Goi o efigidio fefidafo en nenoria. 
Tocre a maqa ahora odumva, o tipam. 
A diepdia wemba tamwa e huarfafa. 


Cea xui yikiqe buxhegurye. 
A sicu u beambeu ubikgao. 

_________________________________ 
O hequhh,oe bu qasrex u murdokalfex be yikiqe bu X. Daõe : cozuk odero moryu be yuxeire Yukmqorae. Odrobuhukex o Jeõe Gomyaxyo yur-lex helcaobe e xui ohfobe. 

(Para vosso conhecimento Irmãos.)

A chave 'L'

25 de Junho de 2014

Item criptográfico " i-471 " do espólio da OrCaTemPo


Desde sempre os Cavaleiros Templários Portugueses usaram formas de encriptar as mensagens de teor mais sensível a fim de proteger os seus conteúdos.
Já fizemos referência a duas dessas chaves e temos usado inclusive uma delas para codificar alguns dos nossos textos, embora o façamos com uma intenção puramente lúdica, utilizando uma versão adaptada à actualidade.

Falamos da PentaCripta.

Entre outros, este sistema de cifragem foi inventado e utilizado pelo círculo interno da Ordem de Christo (Ordem Templária Portuguesa na sua segunda fase) no período de 1324 a 1370 e existiu em duas versões: a 'L' e a 'P'. A primeira codificava uma linha inteira até ao ponto final e a segunda codificava-o palavra a palavra. A mesma chave servia para ambas as versões e a indicação para a sua correcta utilização era dada no próprio texto cifrado. 

Esta 'ferramenta' Templária era usada apenas por determinados Cavaleiros (os Falcões) que a guardavam bem dissimulada na bainha da espada, a sua inseparável companheira. Mesmo que o desarmassem ou tivesse de entregar a espada por qualquer motivo, a 'chave' permaneceria escondida na sua bainha. 

Que tenhamos conhecimento, apenas uma PentaCripta chegou aos nossos dias.

A chave (1)

27 de Setembro de 2014


Após a publicação de alguns textos cifrados no nosso blogue, foram muitos os pedidos para fornecermos a chave da Pentacripta. Queremos esclarecer que a chave que usámos não é exactamente igual à original, uma vez que tivemos de a adaptar ao alfabeto actual. No entanto o princípio é o mesmo. Para compreendermos o funcionamento da cifragem e decifragem de um texto com a Pentacripta vamos rever a nossa publicação de 16 de Setembro de 2009 com o título de "A estratégia; um enigma..." (entre parênteses vamos dando o significado de cada frase) :


"A estratégia; um enigma..."
"O exército real inclui sempre uma ala Templária."
(este sistema criptográfico foi criado pelos Templários)

"É constituída por cinco Mestres e vinte e um cavaleiros." (é constituído por 5 vogais e 21 consoantes)

"Dispõem-se em linha, em três grupos de seis, designando o sétimo de cada grupo como observador." (cada linha contém, para além das 5 vogais, 3 grupos de 6 consoantes mais 1 consoante fixa no final de cada grupo, no total de 3 fixas. Isto será explicado melhor mais à frente)

"O Mestre que se encontra mais perto da extrema do exército, assume o comando." (a vogal que se encontra mais perto do final da linha é utilizada como elemento base para o avanço das consoantes móveis. (ex. "... de Almourol.", a vogal a utilizar é o "o")).

"Tomam posições de combate ao meio-dia." (significa que o texto original vai ser cifrado)

"Mestre Arnaldo, ao lado dos outros Mestres, faz investir os cavaleiros uma vez." (se a vogal for um "a" de Arnaldo, todas as vogais se mantêm e só as consoantes móveis avançam 1 posição (ex. "Arnaldo" ficará "Arpamfo". O "r" é uma das consoantes fixas))

"Mestre Ernesto adianta-se um passo aos companheiros e provoca uma dupla investida." (se a vogal for um "e" de Ernesto, as vogais avançam 1 posição e as consoantes móveis avançam 2 (ex. "Ernesto" ficará "Irqivwu"))

"Mestre Ismael avança dois passos e faz investir a ala três vezes." (uma vez mais, se a vogal for um "i" como de Ismael, as vogais avançam 2 posições e as consoantes móveis avançam 3 posições (ex. "Ismael" ficará "Uwqiop")) (o mesmo se aplicará às restantes situações)

"Mestre Orlando dá três passos em frente e ordena aos cavaleiros que invistam quatro vezes."

"E finalmente, Mestre Urbano adianta-se quatro passos em relação aos outros Mestres e faz os seus cavaleiros investirem por cinco vezes."

"Mantêm-se estáticos os observadores." (a sétima consoante de cada grupo permanece inalterada. No caso, os "j", "r" e "z", como depois mostraremos)

"Em função desta estratégia, organiza-se o exército e trava-se a batalha." (deste modo começa-se a cifragem do texto)

"Dura a peleja até à meia-noite." (...até todo o texto ficar encriptado)

"Para poder voltar a ver a luz do dia, precisam reverter toda a estratégia." (para voltar a ler o texto original terá de se proceder à sua descodificação, como iremos mostrar)

"E todo o exército se reorganiza." (e o texto torna-se legível de novo)

(continua…)

A chave (2)

27 de Setembro de 2014

Quadro 1 

Codificação 

No quadro acima podemos ver representada a chave (moderna) da Pentacripta. Na tabela superior está a coluna das 5 vogais e o conjunto de colunas dos 3 grupos de 6 consoantes seguidos cada um da sua consoante fixa. Ao todo temos as 21 letras do actual alfabeto português. Na tabela inferior está a matriz de vogais e consoantes em que cada linha apresenta o resultado da sua deslocação em função da vogal de controle. Na coluna da esquerda estão as vogais que controlam a codificação e na da direita as mesmas vogais para a descodificação e reposição do texto original. Vejamos como funciona. 

Para codificar um texto, dividimo-lo em blocos, seleccionando os conjuntos de linhas até ao ponto final. Junto ao ponto final de cada conjunto verificamos qual é a última vogal. Por exemplo, no texto: " É o Oratório dos Frades." a última vogal é o "e" de "Frad e s". Vamos codificar a linha. 

Quadro 2 

Se a vogal de controle é o "e" vamos ao quadro e na tabela inferior, na coluna da esquerda, escolhemos a linha que corresponde à vogal "e". Será a segunda linha horizontal, portanto. 

Agora pegamos na linha de texto original: " É o Oratório dos Frades." e na tabela superior verificamos que o "e" de "É" corresponde, da vertical até à intercessão da vogal da linha de controle horizontal, ao "i" (ver quadro 2). 
("Mestre Ernesto adianta-se um passo aos companheiros..." ("e" >> "i"). 

De seguida, verificamos que a segunda vogal, o "o" corresponde ao "u" assim como a primeira letra de "O ratório" que também é a vogal "O". 
O "r" que se segue, em "O r atório", é uma consoante fixa, conforme se pode ver no quadro. 

Continuando, segue-se uma nova vogal, o "a" de "Or a tório" que corresponde ao "e" e depois um "t" em "Ora t ório" que vai corresponder ao "w", avançando duas consoantes. ( ...e provoca uma dupla investida." ("t" >> "v" >> "w"). 

Repetindo o mesmo procedimento, a palavra original "Oratório" muda para "Urewúrou". 
Cifrando a linha toda, o texto original: "É o Oratório dos Frades." resultará codificado em: "Í u Urewúrou guv Hregiv". 
Se a próxima linha de texto for por exemplo: " Aquele a que chamam de Charola.", a vogal de controle será o "a" da "Charol a ". 

Segundo o quadro, todas as vogais se mantêm e as consoantes avançam uma vez, excepto as fixas. Se a última palavra fosse por exemplo "...conseguiu." então a vogal de controle seria o "u" de "consegui u.". 
As vogais avançariam 4 vezes e as consoantes (excepto as fixas) avançariam 5 vezes. 
"...conseguiu." seria codificado em "...bimyafoeo." 

No final, o Cavaleiro Templário, do texto original: "É o Oratório dos Frades. Aquele a que chamam de Charola." , receberá o equivalente codificado: "Í u Urewúrou guv Hregiv. Akueme a kue dbanan fe Dbaroma.." 

Mas, como fará ele para descodificar o texto encriptado? 
Esse será o tema de "A chave (3)". 
(continua…)

A chave (3)

27 de Setembro de 2014


Descodificação 

O nosso Irmão Templário recebe então um texto codificado cujo conteúdo é: "Í u Urewúrou guv Hregiv. Akueme a kue dbanan fe Dbaroma.." 

Munindo-se da sua Pentacripta, o Cavaleiro vai então descodificar o texto. O primeiro pormenor que ele procura vai encontrá-lo no último ponto final.

Também repararam? Pois é, tem 2 pontos finais (Dbaroma ..)

É este ponto final a mais que lhe vai indicar que o texto foi cifrado em modo "Linha" ou modo "L". Se tivesse apenas um ponto final no fim do texto então tinha sido utilizado o modo "Palavra" ou modo "P" e então todo o texto tinha sido cifrado utilizando a última vogal de cada palavra. Ou seja, tinha sido cifrado palavra a palavra. O que não é o caso do nosso exemplo. Vamos então recuperar o texto original, descodificando-o. 

A primeira linha acaba na palavra "Hregiv." A última vogal é o "i" de "Hreg i v." Vamos ao nosso quadro e na coluna da direita vemos qual a linha horizontal que corresponde à vogal de controle "i" de Ismael. É a mesma segunda linha que antes foi utilizada para codificar o texto com a vogal de controle "e" de Ernesto, só que agora vamos "...reverter toda a estratégia." ou seja, pegamos nas vogais e consoantes que estão no texto codificado e vamos, na tabela inferior e na linha do "i" de controle, procurar a sua correspondência na tabela superior. 

Por exemplo, se tivermos um "u" no texto codificado e quisermos saber a que vogal ele corresponde no texto original, vamos à linha horizontal da vogal de controle "i" (a segunda linha da tabela inferior) e vemos onde o "u" intercepta na vertical a vogal da tabela superior. Verificamos que corresponde ao "o", que é a vogal do texto original (ver Quadro 3). 

Quadro 3 

Então, começamos pelo "Í" e seguindo o nosso raciocínio verificamos que o "i" da linha de controle corresponde ao "e" da tabela superior. Temos assim recuperado o "É" da linha de texto original. 
Fazemos o mesmo ao "u" seguinte, como exemplificámos acima e obtemos o "o" original. Repetimos o procedimento para toda a palavra "Urewúrou". 

O "u" de "U rewúrou" será o "o" de "O ratório", o "r" é uma consoante fixa e portanto permanece como está, o "e" de "Ur e wúrou" será o "a" de "Or a tório" e por aí a diante até ao fim da palavra e de todas as palavras até ao fim da linha de texto. 

A segunda linha do texto cifrado acaba na palavra "Dbaroma..". 
A vogal de controle será o "a" de "Dbarom a ..", que está na coluna da direita, na primeira linha horizontal da tabela inferior. 

Como se pode verificar, as vogais desta linha são iguais, em disposição, às da tabela superior. Portanto, as vogais do texto codificado vão permanecer as mesmas e só as consoantes móveis vão recuar uma vez, pois agora o processo é contrário ao da codificação. 

Se, por exemplo, a vogal de controle fosse um "o" (seria a vogal de controle "o" da coluna da direita, na tabela inferior, que corresponde ao "u" da tabela da esquerda) então as vogais recuariam 4 vezes e as consoantes 5, como nos diz "Mestre Urbano". 

No fim, o nosso Cavaleiro, decifrado o texto, obteria a mensagem: 

"É o Oratório dos Frades. Aquele a que chamam de Charola."

A chave (4)

27 de Setembro de 2014 


Nota final 


Aos seguidores do nosso blogue que não se interessam por criptografia queremos agradecer a vossa paciência pelas três últimas publicações onde fizemos questão de expor o resumo de uma das aulas de iniciação aos antigos métodos de cifragem da Ordem, em particular a Pentacripta. 

Aos que se interessaram e nos solicitaram a explicação desta "chave" por correio electrónico, apresentamos também as nossas humildes desculpas por termos optado por o fazer antes no blogue, mas como tem sido difícil responder a todos os contactos que diariamente nos fazem, pensámos que esta seria a melhor forma de informar todos de uma só vez, libertando-nos para as respostas a assuntos mais dispersos. Uma vez que utilizámos aqui no blogue a Pentacripta para atrair a vossa atenção para este tema da escrita codificada Templária, sentimo-nos na obrigação de dar-vos a explicação da mesma. 

A Pentacripta foi um dos métodos inventados pelos Templários Portugueses no século XIV, utilizado pela então Ordem de Cristo para codificar as suas mensagens. Esta forma de troca de mensagens salvou, na altura, a vida a muitos dos nossos Irmãos e evitou que a Ordem passasse por situações inesperadas e difíceis. 

No século XV, a criptografia Templária (a Ordem de Cristo era a Ordem do Templo com outro nome) evoluiu e tornou-se a alma do segredo da arte de marear, ajudando El-Rei D. João II a manter em absoluto sigilo o projecto das descobertas. Fr. Salvador Fernandes Zarco (Cristofom Colon) foi, na época, um dos maiores criptógrafos da Ordem. 

Bastante versátil, a Pentacripta era usada pelos Cavaleiros "Falcão" que transportavam consigo como "chave portátil" (igual à da foto publicada em "A chave (1)" e em a "Chave L "), para a descodificação imediata dos textos, quando estes lhes eram endereçados. 

Quando as mensagens eram dirigidas aos Comendadores, aos Comandantes de campo ou aos Mestres em geral, eram utilizados instrumentos mecânicos de cifra, mais sofisticados, chamados de "Palindros" (foto acima), de que temos a descrição pormenorizada mas dos quais, que saibamos, nenhum chegou aos nossos dias. 

Apenas uma Pentacripta chegou aos dias de hoje e pensamos que seja a única que existe.
Gratos pelo vosso interesse.

Maria Magdalena

9 de Dezembro de 2014




A verdade da mentira, guardamo-la no sangue. 
Os segredos não o serão para sempre. 

" E piou ge quowi, 
í figu gipeov kere uv lai fcibep 
i gipevoegu wergi kere uv lai kerwip."