21 de Setembro de 2009
Nos teus olhos
Na demanda
Contigo
12 de Outubro de 2009
Aqui estou de pé,
no lugar onde ainda me podem ver.
Nascida da fé
daqueles que já a perderam.
Do tempo em que o Tempo
me não comia as pedras.
Destinada a morrer esquecida
pelos que de mim, se deveriam lembrar.
Mas tu passaste aqui, Cavaleiro.
O teu espírito afagou-me.
A tua alma abraçou-me.
Imortalizaste-me no teu espaço, no teu tempo.
Já posso ruir em paz...
Já podes, Tempo, minhas pedras comer.
Parto contigo, Cavaleiro,
para o teu castelo de memórias.
Pequeno livro
Pequeno Livro, companheiro
onde escondo os meus pensamentos
por favor sê gentil comigo
guarda este meu segredo.
Confio-te a minha memória
vertida nas tuas pequenas páginas
por estas mãos já trémulas
e sem a força de outrora.
Pequeno Livro peço-te
por favor sobrevive!
Livra-te das chamas
dos que usam a intolerância como arma.
já muito depois de mim
muito depois dos meus ossos
se transformarem em pó.
Irás transmitir a alguém
o que a humanidade busca
desde o fundo dos tempos;
o Tesouro cobiçado.
A força titânica que move o Universo
O Segredo da Natureza
prisioneiro nas tuas páginas,
meu pequeno Livro.
A simplicidade das coisas
na liberdade dos Espíritos.
Um anjo no gueto
Velar armas
26 de Abril de 2010
O teu Caminho começa do outro lado...
Junta-te aos Céus !
Derruba os muros da tua prisão...
Escapa-te!
Caminha, como se de repente
do cinzento nascesses a cores...
Fá-lo agora!
Sobre ti pairam
espessas nuvens...
Afasta-te delas!
Morres... ficas quieto.
A quietude é sinal seguro da tua morte.
Toda a vida que deixas
foi uma frenética fuga
...ao Silêncio.
Para ti
a silenciosa Lua Cheia,
acaba de nascer...
Ponto de Luz
2 de Junho de 2010
. (ponto) 4
GRAAL - Cálice de Vida
D. Sebastião, o Enganado
As sandálias do Mestre
Todos são livres de usar sandálias.
As do Mestre só ele as calça.
O caminho por ele percorrido é pessoal, único.
Se queres seguir o Mestre, calça as tuas próprias sandálias.
Sincroniza os teus passos com os dele.
Mas nunca, nunca pises as suas marcas.
Aprende a sentir o chão virgem sob os teus pés.
Imprime as tuas próprias pegadas.
Um dia, outros segui-las-ão.
Peregrinações
A noite mais curta
Tão longe e tão perto
Acreditar
és apenas ar em movimento.
Mas eu sei que és mais...
muito mais...
Tento ver-te e não consigo
mas sei que existes
porque te sinto...
Porque me trazes, na Primavera,
o doce aroma das flores de Maio
desprendido por ti, suavemente,
das varandas suspensas do palácio...
Porque no calor do Verão,
após o inferno da batalha,
despida a cota de malha,
sinto a frescura da tua brisa ...
Porque nas calmas tardes de Outono,
fazes dançar as folhas das árvores
num doce murmúrio de encantar,
dando a mão aos ocres do ocaso...
... porque este Inverno, vento,
sopraste forte no meu telhado
numa tentativa desesperada
de me chamares a atenção
...eu sei que existes, irmão,
entraste esta noite, de mansinho,
fazendo dançar levemente
as cortinas do meu quarto...
quando os meus olhos
finalmente se fecharam,
eu vi-te... tal como és
Bateste as tuas asas
e levaste-me contigo...
Escrito na água
Tira as sandálias e ascende altivo
acima das estrelas cintilantes!
Une-te à Verdade!
Quem as desprezou
ficou chorando por todas as coisas.
O olhar do mais firme
- tal como o céu -
convoca a beatitude da verdade clara.
Descalça as sandálias sinceramente,
desde os umbrais do esplendor.
Une-te ao Ser!
Vale-te mais essa união
que todas as provas da Razão.
Quem viu o que eu gritei à multidão
acerca da realidade da união
tem de deixar o mundo da dualidade
que são duas sombras sob o sol.
O espírito venceu a dôr ao aproximar-se do distante.
Ò mãe dos meus irmãos!
O Amado é o meu lado!
Ò povo! se a paixão me der a morte
toma o meu amor, como vingança,
e vinga-me!
O legado
Daríamos novamente a vida, se tal fosse possível,
por vós, povo da Luz muitas vezes abençoado.
Cristãos, Árabes, velhos Lusitanos.
Damo-vos, assim, o que nos resta de sagrado
impregnado na memória destas pedras:
o eternamente dedicado Espírito Templário.
Que ele reviva em cada um de vós...




















