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A cruz

1 de Outubro de 2009


A componente mística da Ordem é portadora de um simbolismo secreto algo paralelo ao da Igreja de Cristo. Paralelo, no entanto de significado diferente. A cruz que a igreja adora, é um instrumento de suplício, agonia e morte que o usurpador romano usou como castigo infligido a quem se opunha à sua "pax". 

Os bons cristãos usavam-na de forma piedosa, em respeito pelo sofrimento de Jesus. Mas, como se sabe através da História, também em nome desta cruz se cometeram ao longo dos tempos os maiores crimes contra a humanidade. 

Para os membros da Ordem, a cruz sempre representou, veladamente, o ritual de saudação, de acolhimento e de amor. Ritual que os povos antigos executavam ao nascer e ao pôr do sol, numa sentida comunhão com a natureza. Numa expressão de paz interior e universal. Quando recebiam fraternalmente um amigo. Quando choravam a partida de um ente querido. Quando agradeciam a bênção das chuvas. Quando honravam a memória de alguém...

O cavalo

1 de Outubro de 2009 



O cavalo é venerado pelo homem desde a mais remota antiguidade. Possante, inteligente e rebelde, ele era um símbolo de liberdade. O cavalo Lusitano, dizia-se, era filho do vento. Quando em contacto com o homem, era dócil e sensível. No povo Oesthermínio (Lusitano), havia uma tribo, os jagos, que conquistavam os cavalos de uma forma muito peculiar e que demonstra bem a sabedoria ancestral destes povos: 

"... quando um jovem atingia a fase de adulto, partia para o vale na busca do cavalo que seria seu companheiro. Acercava-se da manada e ainda a alguma distância escolhia o animal mais fugoso. Estudava-lhe os movimentos e pacientemente, tentava estabelecer contacto; um elo de ligação mental que quebrasse a barreira da desconfiança. Quando o cavalo começava a aceitar a proximidade, o jovem afastava-se em pequenas corridas e parava a alguma distância. Depois voltava a aproximar-se, devagar. Repetia as vezes necessárias até que o cavalo, num arranque instintivo, o acompanhava na corrida. Era o sinal de aceitação. Depois o contacto. A afeição. O jovem voltava todos os dias até a conquista ser completa. Definitiva. Depois, o momento mágico da montada. O galope pelos campos, montado em pêlo." 

Era esta a têmpera do cavalo e do cavaleiro lusitanos. A mesma que moldou mais tarde, a cavalaria Templária portuguesa.

A primeira cruz Templária em Jerusalém

24 de Agosto de 2010



"Cassaneo in Cathalogo gloriae mundi p.9 consid.5 affirma, que foraõ nove os Instituidores desta Sagrada Ordem, em tempo do Papa Gelazio II, no anno 1117. nomea a tres dos ditos Fundadores, Hugo, pagano, Gaufredo de Santo Alexandro. Outros diminuem o numero, fazem a dous, unido Hugo com o Pagano, querendo que este seja o cognomen, ou alcunha, lhe chamaõ Hugo de Paganis, a Gaufredo de Santo Andomaro. E dizem que foi seu nascimeto no anno de 1110. sendo Papa Honorio II, cõsiliando esta adversativa, direi com Jeronymo Romaõ, Tamborino, que depois que God-Fredo de Bulhoes, Duque de Lotaringia, primeiro Rey de Jerusalem, conquistou toda a Palestina, faleceo, lhe succedeo seu Irmaõ Baldoino, em cujo tempo, entre muitos que passavaõ do Occidente, à conquista da Terra Santa, foraõ nove Fidalgos, cujos nomes calaõ os Autores, ou por ignorancia, ou por brevidade; se nomeaõ os mais principaes, a Hugo de Paganis, Gaufredo de Santo Andomaro, ou Aldemaro, não Alexandro. 

Estes nove Cavalleiros, considerando que do Porto de Jafa, atè Jerusalem, naõ podiaõ caminhar os Christaõs sem grande perigo, pella multidaõ dos Mouros que roubavaõ, matavaõ, particularmente aos devotos peregrinos, aos soldados que hiaõ á santa conquista, com que ella se impossibilitava, levados do zelo, piedade, fizeraõ voto, prometèraõ a Deos, de comboyar com seus homes, levar seguros todos os que viessem vizitar a Terra Santa, ou servir na sua conquista, o puzeraõ em effeito; porque mais commodamente podessem fazer obra taõ santa, El-Rey Baldoino, Viperto Patriarcha de Jerusalem, os favorecèraõ, animàraõ, lhe deraõ o Templo Santo, para sua morada, onde orassem, se encomendassem a Deos. E Honorio II. à petiçaõ de Estevaõ Patriarcha de Jerusalem, successor do dito Viperto, lhe deu habito branco, com Regra de Santo Agostinho, no anno de 1110. depois a confirmou Gelazio II. no anno de 1117. à petição do mesmo Baldoino, lhe escreveo a Regra Saõ Bernardo, distincta em 72. capitulos. Eugenio III, lhe deu nova fòrma de habito, que era huma Cruz vermelha de dous braços, a maneira da dos Patriarchas, em campo branco." ... 
"Escudo dos Cavalleiros das Ordens Millitares"
Fr. Iacinto de Deos (mannuscripto,1666)     

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" Afonso VI possuía em Guimarães, mosteiro e castelo, paço e burgo..."
" A conhecida doação, feita por D. Henrique e D. Teresa, de um campo junto a Santa Maria de Guimarães e ao paço real, a um grupo de franceses, doação que eu creio datar de 1111…"
 
"Portugal no Período Vimaranense (868-1128)"
Almeida Fernandes                   

Arcanjo Miguel

29 de Setembro de 2010


Comemoramos hoje o teu dia, Irmão Maior. 


                            Quando o perigo passa ao lado sem razão aparente,
                            Quando o inimigo é poupado com misericórdia,
                            Quando a cura aparece contrariando o destino,
                            Quando a Luz surge no mais completo desespero,
                            Quando o mal parece triunfar mas acaba cerceado,

                            Sentimos que estás presente.
                            Sejas tu quem na realidade fores.

sigillum militum xpisti

6 de Outubro de 2010


O famoso e de certa forma polémico selo Templário do Mestre Geral da Ordem, Pierre de Montaigu, tradicionalmente representado por dois cavaleiros numa só montada, não passa de uma deformação histórica que chegou até aos nossos dias. 
Em 2006, numa das nossas visitas à zona da Flandres, pudémos observar na catedral de Ypres, (na exposição que comemorava a fundação da abadia beneditina), um livro do século XIII cuja iluminura mostrava o selo do Mestre Geral, constando de um cavaleiro em primeiro plano com outro ao seu lado, mas não no mesmo cavalo. 
O selo, representado no fim da página (que por muita pena nossa, o guia que nos acompanhava não permitiu fotografar), é em tudo semelhante ao reproduzido em cima. 

Bélgica - Catedral de S. Martinho de Ypres

Início de um novo ciclo

14 de Janeiro de 2011


Pax tecum 
As-salamu alaykum 
Shalom aleichem
  
A paz esteja convosco 

Que o nascer do novo ano vos traga saúde conhecimento e alegria, 
para poderdes dar ao mundo o que ele mais precisa: Amor.

Primus Signum

2 de Abril de 2011


Deixai livre o pensamento... 
A doce Alma abandonada 
aos quatro cantos do vento. 
Neles, a cada momento, 
nasce a Rosa Iniciada. 


Estratégico, subtil, dissimulado, este foi o símbolo cujo significado só era perceptível a quem o sabia ler. Usado durante 88 anos, sinalizava onde as duas Ordens co-habitavam. A visível e a interna. 

Alpedrinha 

Beja 

Penalva 

Celorico 

Linhares 

Longroiva 

Paços de Ferreira 

Penela 

Lanhoso 

Sabugal 

Sortelha 

Tomar 

Vilar Maior 


...entre muitos outros lugares Templários.

Irmãos de Armas

16 de Abril de 2012


AQIM 


                            Cavalo de guerra Templário !
                            Um Amigo. Um Irmão !
                            Não te eram precisas palavras. Bastava-te um olhar. Um afago.

                            Meu AQIM ...

                            Parte de mim partiu contigo...
                            Um dia, fiel Companheiro, voltaremos a desafiar o vento.
                            Tu e eu. Juntos outra vez!


Guardião de Memórias

20 de Julho de 2012

 

Professor

JOSÉ HERMANO SARAIVA    


Leiria, 3 de Outubro de 1919 
+ Setúbal, 20 de Julho de 2012 

Faleceu hoje um dos maiores historiadores portugueses que dedicou a sua vida a estudar e transmitir a memória de Portugal. Um símbolo da nossa cultura. 

É com profundo respeito que lhe rendemos aqui a devida homenagem.

Presenças ocultas

24 de Setembro de 2012


- ... Mestre podeis falar-me sobre a nossa Cruz Pátea? O que significa? 
- Tendes a certeza que é uma cruz o que vossos olhos vêem? Olhai com atenção... 
 
- Vejo uma cruz inscrita dentro de um círculo… Deveria ver algo mais? 
- Olhai para além dela. Deverieis ver o verdadeiro símbolo oculto no círculo... 
 
- Mas, Mestre não vejo mais nada...  esperai! Sim! Vejo o seu complemento! Mas é claro! Como é que não reparei antes? 
- Porque estáveis a procurar com os olhos e não com o coração. 
 
- Mas Mestre, assim a cruz desaparece ! 
- Nunca lá esteve, Irmão. Eram vossos olhos que criavam a ilusão e não viam a essência do Símbolo. 
 
- Mas este novo símbolo... o que representa? 
- A essência do Cavaleiro Templário. A essência da Ordem. Esse será um dos muitos segredos que vos serão confiados quando fordes investido. Que guardareis com vossa honra e transmitireis aos que vierem depois... 


( Iniciação )

Sinal dos Tempos

29 de Setembro de 2012


Arcanjo Miguel, velai por nós 


Aviva-se a Chama Eterna 
A Hora vai chegar...

Gestos

19 de Dezembro de 2012


                    Vós que usais o símbolo da Ordem como simples adorno 
                    lembrai-vos que o Templário antes de o usar executa o ritual, 
                    elevando-o à fronte, aos lábios e ao peito, em sinal de respeito. 

                    "Irmãos, 
 
                    Estais sempre no meu pensamento; honro o vosso ideal, 
                    Sempre na minha palavra; honro a vossa memória, 
                    Sempre no meu coração; até à sua última batida."

S. Jorge

23 de Abril de 2013




A todos os Cavaleiros Portugueses da Ordem do Templo 
Honra, Coragem, Dedicação. 
Hoje é o nosso dia.

1 de Dezembro de 1640

1 de Dezembro de 2013


                                    Nasceste de um sonho temperado em aço.
                                    Enquanto houver Templários Portugueses
                                    O sonho não morrerá. Nunca!

                                    Jurámos proteger-te Por Tu Graal.
                                    Serás restaurado sempre que preciso for.

Essência

17 de Dezembro de 2013


ANIMUS LIBER : ACTUS PURI : OMNE SECRETUM 


Cuidai que o pensamento se mantenha livre como o vento 
e que vosso coração reflicta sempre a pureza do cristal. 
Fazei o caminho, discretos, como a sombra da noite que cai.

Dádiva Sagrada

20 de Dezembro de 2013


A Concepção é a verdadeira e derradeira dádiva Sagrada. 
Todas as forças do Universo conspiram juntas neste acto. 
Tal Graal que, oculto, se enche e transborda de mistério; 
O segredo da simplicidade no seu máximo esplendor. 

Dedicado a todas as mães do Mundo. De hoje e de sempre. 
A todos os que nos têm acompanhado, desejamos um 


FELIZ NATAL 


Templários Portugueses

A "caça" ao Javali

30 de Janeiro de 2014


Os antigos símbolos Templários que existiam nos nossos templos e monumentos foram, com o tempo e na sua quase totalidade, intencionalmente destruídos e apagados da História. Esta simbologia era profundamente hermética pelo que, quem a observava e não estava por dentro do seu real significado, fazia dela uma interpretação errada, entendendo-a como figuração de um mundo material e quotidiano. Em consequência disto, o mundo ficou até aos dias de hoje na sua completa ignorância por falta de testemunhos escritos que descodifiquem e expliquem os símbolos que sobreviveram. 

É o caso da caça ao javali que aparece representada em várias igrejas, desde as chamadas "românicas", de construção mais antiga, até às mais recentes. Nada de novo, dirão. De acordo. No entanto, perguntamos nós: 
- Porquê então a sua representação nos templos religiosos? 
Uma vez que a Ordem do Templo tem nos seus arquivos guardada a "chave" para a leitura dessa simbologia hermética, vamos levantar aqui um pouquinho do véu. 

Como temos vindo a publicar desde o início do nosso blog, os Templários Portugueses herdaram em Portugal não só bens materiais mas também (e principalmente) a tradição ancestral dos antigos povos que habitaram este nosso território Sagrado. 
Quando o cristianismo aqui chegou, vindo do longínquo Oriente, trouxe consigo ideias e costumes que inevitavelmente colidiram com a cultura local. A igreja de então, à sombra da 'águia romana', impôs a sua religião. Teve, no entanto, alguma dificuldade em apagar a memória das "divindades" ditas pagãs, fortemente enraizadas na cultura dos povos locais e, não o conseguindo fazer, acabou adaptando-as ao cristianismo, moldando-as. No que respeita às tradições ancestrais do nosso povo, a igreja nunca desistiu de as apagar, banindo-as da memória do tempo. Como se sabe o javali é desde a antiguidade o símbolo da força, coragem e determinação do povo Lusitano. Do seu amor pela liberdade. A "caça ao Javali", representada nos templos cristãos, não significa outra coisa senão as reminiscências dessa memória, plasmada na denúncia velada da perseguição e consequente aniquilamento dessa tradição ancestral, perpetrado pela igreja católica romana. A caça aos valores da velha cultura lusitana e a sua consequente destruição. 

Felizmente, os Templários são até aos dias de hoje, os Guardiões desse saber e tradição que será transmitido no devido tempo às gerações futuras. 
 
"Clausa Signum", vol.III 
(arquivos da ORCATEMPO)

EQUITES DIE

23 de Abril de 2014


São Jorge 

Patrono dos Cavaleiros Templários Portugueses 

Mantém a honra no fio da minha espada 
e a justiça na ponta da minha lança. 

Que o meu escudo consiga sempre travar 
o ímpeto arrogante da ignorância.

A sombra do Cavaleiro

16 de Junho de 2016



Há algum tempo que procuro um velho amigo. Sempre soube que costuma recolher-se em determinados lugares sagrados da Ordem. Por isso procurei-o em todos os templos dedicados a Maria. Encontrei-o recentemente, contemplando em silêncio a imagem de São Miguel dominando o dragão. Sentei-me em silêncio ao seu lado e saudei-o. 

- Estás bem? Há quanto tempo Irmão... 
- Há demasiado tempo... como deste comigo? 
- Sempre tive a esperança de um dia te encontrar numa das Casas de Maria. 
- Também o são de João e de Miguel, não te esqueças. Como estão os outros Irmãos? 
- Reunimos regularmente. Todos sentem a tua falta. 

Deixou-se ficar em silêncio, pensativo. Depois baixando a cabeça acrescentou baixinho... 

- Sabes que sempre fui contra a decisão de nos expormos. Há muita coisa que nunca será entendida fora do círculo interno. Muito menos o será no exterior da Ordem. Queres um exemplo? Olha para a figura de Miguel ali representado a matar o dragão. O dragão que sempre caminhou fielmente ao seu lado e que é afinal a sua própria sombra. Como tiveram a coragem de adulterar tal simbolismo? 
- É preciso dar a conhecer esta e outras verdades também aos Irmãos que estão lá fora. Temos o dever de lhes contar a verdade... 
- A verdade? E quem está hoje interessado na nossa Verdade? Todos procuram a verdade, mas a deles. A que lhes convém. Aquela que mais se ajusta aos seus interesses. Como lhes vais contar a verdade de Miguel? A de Maria e a de João? A da própria Ordem? Alguém te dará ouvidos e entenderá essa Verdade? Olha para todas estas figuras aqui representadas. Tu e eu sabemos quem realmente são. Tenta revelar a verdade e serás no mínimo ridicularizado e tomado por louco. 
- Alguém irá ouvir-nos. Tenhamos essa esperança. 

Meneando a cabeça ligeiramente levantou-se, devagar, colocando a mão paternalmente no meu ombro. 

- Pode ser que sim. Isso seria sem dúvida um verdadeiro milagre... O nosso mundo está a desaparecer, Irmão. Estão a perder-se os valores fundamentais pelos quais tanto lutámos e a que já ninguém liga. Sabes, sinto-me cansado. Mas tal como tu não vou desistir, se é isso que estás a pensar. Estarei sempre contigo, com todos vós, e com todos eles. 
Agora deixa-me ir ...até à próxima, Irmão. 

E afastou-se com um visível pesar. 
Irmão, companheiro, Cavaleiro acompanhado da sua fiel sombra que, num último vislumbre, me pareceu tomar a forma volátil de um dragão. 

Até à próxima Miguel...